Construções comparativas no português
Resumo
Neste artigo, é avaliado se as construções comparativas no português devem ser compreendidas como orações subordinadas adverbiais, conforme a tradição gramatical (Bechara, 2019), ou como orações correlativas, como propõe Oiticica (1952). A investigação baseou-se no modelo da Gramática Discursivo-Funcional (Hengeveld; Mackenzie, 2008) e considerou distinções entre coordenação, subordinação e correlação, com atenção à tradição normativa e à crítica funcionalista, que reconhece a correlação como processo distinto. Após analisar ocorrências extraídas do português oral falado, constatou-se que orações comparativas consistem numa relação de dependência mútua que as enquadra na categoria da Equiordenação para a GDF, traço que permite identificá-las como correlativas.
PALAVRAS-CHAVE: construções comparativas; correlação; Gramática Discursivo-Funcional.
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