Infância e memória em Luanda: uma leitura de “A piscina do tio Victor”, de Ondjaki

Autores

  • Mayara Mayre Silva dos Santos

Resumo

A partir do estudo das literaturas pós-coloniais angolanas, este trabalho, ancorado na estreita relação entre ficção e realidade, propõe-se a analisar de que modo o conto “A piscina do tio Victor”, de Ondjaki (2007), esboça a ressignificação de sua infância em Luanda. Nesse contexto, o autor constrói uma narrativa que desestabiliza a centralidade europeia e questiona a concepção de que as ex-colônias existiriam apenas para e a partir do continente europeu. Em meio às marcas do período pós-guerra, evidencia-se a elaboração de uma perspectiva de infância relativamente feliz, que tensiona discursos hegemônicos sobre o sofrimento e a violência. Ademais, observa-se que o autor se apropria da língua do colonizador como estratégia de resistência, instaurando um discurso de caráter contra-colonial. No que se refere ao embasamento teórico, o trabalho fundamenta-se nos estudos de Thomas Bonnici (2005) e nas reflexões de Achille Mbembe (2019) acerca da relevância do pensamento pós-colonial, articulando-se ainda com outras contribuições teóricas pertinentes.

 

Palavras-chave: Literatura Pós-Colonial Angolana. Infância. Resistência.

Biografia do Autor

  • Mayara Mayre Silva dos Santos

    Doutoranda em Letras: Linguagens e Representações na área de Literatura e Interfaces pela Universidade Estadual de Santa Cruz, UESC, Ilhéus/Bahia, Brasil. Bolsista da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, CAPES. Mestra em Letras na área de Literatura e Práticas Culturais pela Universidade Federal da Grande Dourados (PPGL-FALE-UFGD). E-mail: mayarassantos@ufgd.edu.br. Lattes: https://lattes.cnpq.br/6651603938640005. ORCID: https://orcid.org/0000-0002-5854-6984.

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Publicado

2026-05-23

Edição

Seção

Artigos

Como Citar

Santos, M. M. S. dos. (2026). Infância e memória em Luanda: uma leitura de “A piscina do tio Victor”, de Ondjaki. Olho d’água, 17(2). https://www.olhodagua.ibilce.unesp.br/Olhodagua/article/view/1114