Fios do Inconsciente: uma leitura psicanalítica da tessitura subjetiva em “A moça tecelã”, de Marina Colasanti

Autores

  • Aline Araujo Rocha Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), São Luís/ MA, Brasil.
  • Laize Oliveira Ferreira Universidade Federal do Maranhão (UFMA), São Luís/ MA,

Palavras-chave:

literatura e psicanálise, subjetividade feminina, Marina Colasanti, inconsciente, simbolismo,

Resumo

Este artigo propõe uma leitura psicanalítica do conto “A moça tecelã”, de Marina Colasanti, destacando a tessitura da subjetividade feminina inscrita no enredo. A metáfora do tear, presente ao longo da narrativa, é analisada como expressão simbólica do inconsciente, articulando os conceitos freudianos de desejo e defesa com a noção lacaniana do sujeito dividido. A moça, ao se enclausurar por meio de seu tear, revela os mecanismos de isolamento psíquico diante da presença do Outro, reproduzindo padrões de recusa do desejo. Por meio da análise textual, observa-se como a linguagem literária mobiliza elementos do inconsciente, configurando o conto como um espaço de elaboração subjetiva e crítica simbólica ao enclausuramento feminino. A pesquisa evidencia a relevância do diálogo entre literatura e psicanálise para o entendimento das múltiplas camadas do texto literário e da constituição do sujeito.

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Como Citar

Rocha, A. A., & Ferreira, L. O. (2026). Fios do Inconsciente: uma leitura psicanalítica da tessitura subjetiva em “A moça tecelã”, de Marina Colasanti. Olho d’água, 17(1). https://www.olhodagua.ibilce.unesp.br/Olhodagua/article/view/1101