A mitificação da América: considerações sobre o discurso no período de conquista
Resumo
A América vista pelo outro e mitificada pelo outro, por meio do discurso construído pelo olhar deste desconhecido: o do europeu. Esta questão se posiciona nas produções literárias americanas desde a chegada dos colonizadores no Novo Continente e, porventura, se transformaram em um dos eixos da literatura de feições fantásticas do século XX. Mas, como se configura, então, tal abordagem no discurso? Esta é a discussão que tentaremos travar neste artigo, a partir de um estudo dos procedimentos linguísticos e estilísticos adotados pelo enunciador, nos textos Los cuatro viajes. Testamento (1986), de Cristóbal Colón, Historia general y natural de las Indias (1851) de Gonzalo Fernández de Oviedo e Comentarios Reales de los Incas (1991) de Inca Garcilaso de la Vega. Tentaremos entender como se instaura a mitificação do continente americano no discurso das produções escritas no período da conquista. Para tal tarefa, pautamo-nos, em especial, nos postulados de Miguel León-Portilla (1975), Bella Jozef (1989) e Heloísa Costa Milton (2000) sobre o assunto.
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