Fronteiras (múltiplas), identidades (plurais), comunitarismos (culturais) - travessias
Resumo
Neste momento de repactualização política em escala global, impõe-se ao intelectual discutir suas formas de acesso ao mundo, a partir de um locus que se coloca como um “nó” de uma vasta rede supranacional. Viabilizar articulações entre os comunitarismos supranacionais, nessa ambiência, pode significar contraposição às assimetrias dos fluxos culturais que têm estabelecido a tradicional colonização de nosso imaginário. São múltiplas as formas de comunitarismos e, neste artigo, serão relevadas aquelas que se configuram em produções literárias significativas dos países de língua oficial portuguesa. Pelas margens, com atenção aos processos de hibridização, discutiremos marcas de uma diferença avessa a conceitos muitas vezes “aplicados” acriticamente e que continuam a preservar a assimetria dos fluxos culturais, afinados com estratégias de administração da diferença que não perdem a inclinação eurocêntrica.
At this time of global scale political realliances, it is imperative for the intellectual to discuss forms of access to the world from a locus of confluence in a vast supranational network. In this ambivalence, operating articulations between supranational communitarianisms may mean resistance to the asymmetries of cultural flows that have established the traditional colonization of our imagery. There are multiple forms of communitarianism, and this article will unveil those constituted in significant literary productions of Portuguese speaking countries. From the margins, with attention to processes of hybridization, this article discusses marks of difference averse to often uncritically "applied" concepts that continue to preserve the asymmetry of cultural flows based on Eurocentric inclined management strategies of difference.
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