Páginas traduzidas em filme: a representação do tempo em Mistérios de Lisboa
Palavras-chave:
Adaptação fílmica, Camilo Castelo Branco, Romance, Tempo narrativoResumo
O objeto de análise do presente estudo concentra-se em verificar como ocorre a transposição do tempo narrativo do romance Mistérios de Lisboa, do escritor português Camilo Castelo Branco, publicado em 1854, para a adaptação cinematográfica homônima, apresentada ao público em 2010, sob a direção do cineasta chileno Raúl Ruiz. Considerando a natureza distinta de ambas as obras, pretendemos examinar os mecanismos que engendram a construção ficcional do tempo histórico, na perspectiva que, segundo o filósofo Paul Ricoeur, em Tempo e narrativa, articula o mundo do texto e do leitor. Dentro dessa abordagem, considerando o processo de tradução intersemiótica, será observado como o filme se vale do recurso de “reefetuação” do passado no presente que se apresenta ao espectador, ao reconstruir, imageticamente, a estratégia literária camiliana.
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