Identidade, estrangeiridade e máscaras do familiar no romance Fundador, de Nélida Piñon
Resumo
Considerando o pensamento de Julia Kristeva (1994) sobre a estranheza e a alteridade que constituem a condição humana sobre a terra, discutiremos, neste artigo, a construção identitária do personagem de nacionalidade palestina Joseph Smith, do romance Fundador da escritora contemporânea Nélida Piñon, frente à possibilidade de realização do sonho americano. Publicado em 1969, o texto de Piñon narra, em uma das três temporalidades que compõem a narrativa, a saga do personagem migrante, mostrando como sua identificação se processa num espaço de tensão entre a estrangeiridade, traduzida pelos signos da nação estadunidense, e as máscaras do familiar, representadas pela manutenção dos símbolos de nacionalidade palestina dentro do novo lar americano. Com o objetivo de analisar essa conflitante constituição, apoiaremos o nosso olhar investigativo nas falas de teóricos tais como Stuart Hall, Zygmunt Bauman, Edward Said, entre outros.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Os manuscritos aceitos e publicados são de propriedade de divulgação da revista Olho d'água, respeitando-se os direitos à propriedade intelectual dos respectivos autores.
É vedada a submissão integral ou parcial do manuscrito a qualquer outro periódico, exceto com a autorização expressa dos editores. A responsabilidade do conteúdo dos artigos é exclusiva dos autores.
A tradução para dos artigos para outro idioma ou a publicação de trabalhos já publicados na revista, em outros meios, somente será permitida mediante prévia autorização escrita do Editor, ouvida a Comissão Editorial. Além disso, a revista adere às diretrizes da
. É permitido, no entanto, o uso irrestrito do conteúdo dos artigos, tanto para fins acadêmicos quanto comerciais, desde que sejam devidamente indicados os direitos referentes à autoria e à publicação.