De fábulas e deslocamentos
Resumo
O presente artigo visa desenvolver estudos em Literatura Comparada como Literatura de Espaço, estabelecendo, em um primeiro momento, representações da Alteridade por meio das noções de estrangeiro, de Julia Kristeva, e de exotismo, de Victor Segalen. Tais representações emergem da leitura de: Angústia (1936), de Graciliano Ramos; O turista aprendiz (1977), de Mário de Andrade; e Tristes trópicos (1955), de Claude Lévi-Strauss. Cada uma destas obras traduz, à sua maneira, formas e modos de percepção do real circundante que a escritura transforma em fábula dos lugares visitados/vividos. Caberia destacar, ainda, que a conclusão da análise comparatista dessas narrativas que relatam deslocamentos pelo Brasil afora levou-nos a entrever, ainda que de modo incipiente, a produtividade da fábula de outro lugar que, assim como os trópicos, a Amazônia e o sertão nordestino, compõe, no entrecruzamento com outras artes (literatura, cinema, fotografia música) e, sobretudo, com o samba urbano carioca, o imaginário do espaço geográfico, cultural e simbólico brasileiro, ou seja, a favela.
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