Os primeiros leitores de Rubem Fonseca na França
Palavras-chave:
Rubem Fonseca, Tradução, Crítica, Recepção, Literatura brasileira na França, Translation, Criticism, Reception, Brazilian Literature in FranceResumo
RESUMO: Neste artigo pretende-se abordar o percurso da obra de Rubem Fonseca na França por intermédio de duas espécies de paratextos: o testemunho de sua primeira tradutora, Marguerite Wünscher, concedido em 2005, e dois artigos da crítica literária especializada. O primeiro artigo, publicado em abril de 1979 no Magazine Littéraire, é assinado pelo crítico e escritor Gérard de Cortanze, e o segundo, de autoria da tradutora e crítica Alice Raillard, foi redigido para La Quinzaine Littéraire em junho de 1979. Ambos são longos e minuciosos quanto à contextualização da obra de Fonseca, cumprindo sua função informativa e de divulgação junto ao público leitor. Assim, o conteúdo dos artigos sugere que a prosa de Rubem Fonseca no romance O caso Morel e nacoletânea de contos Feliz Ano Novo – publicados em sua tradução francesa em um só volume com o título Le Cas Morel suivi de Bonne et Heureuse Année (1979) –, contemplaria tanto os aficionados por romances policiais quanto os interessados pela sociopolítica brasileira/sulamericana dos anos 70 ou, simplesmente, os simpatizantes de literaturas estrangeiras.ABSTRACT: This article intends to approach the path of Rubem Fonseca’s work in France through two kinds of paratexts: the testimony of his first translator, Marguerite Wünscher, granted in 2005, and two articles from specialized literary criticism. The first article, published in April 1979 in Magazine Littéraire is signed by the critic and writer Gérard de Cortanze, and the second, by the translator and critic Alice Raillard, was written for La Quinzaine Littéraire in June 1979. Both are long and detailed as to the contextualization of Fonseca’s work, fulfilling their informative function, as well as that of dissemination to the reading public. Thus, the content of the articles suggests that Rubem Fonseca’s prose in the novel The Morel Case (O caso Morel), and the short story collection Happy New Year (Feliz Ano Novo) – published in French as a single volume under the title Le Cas Morel suivi de Bonne et Heureuse Année (1979) –, would contemplate both enthusiasts of detective novels and those interested in Brazilian/South American sociopolitics of the 1970s, or simply those sympathetic to foreign literatures.
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