A representação da imprensa e da literatura na Trilogia da Felicidade, de Camilo Castelo Branco
Palavras-chave:
Camilo Castelo Branco, Imprensa, Literatura, Trilogia da FelicidadeResumo
RESUMO: Impulsionada pela Revolução Industrial e pelas Revoluções liberais dos séculos XVIII e XIX, a imprensa cresce e se desenvolve conforme o número de leitores aumenta. Os romances, por sua vez, perdem o status de arte para também se tornar mercadoria. Em Portugal, Camilo Castelo Branco é o primeiro escritor a viver do ofício e, por isso, transita entre diferentes gêneros textuais, representando essa nova ordem mercadológica. O objetivo deste trabalho é analisar as três obras que compõem a chamada trilogia da Felicidade: Onde está a Felicidade? (1856), Um Homem de Brios (1856) e Memórias de Guilherme do Amaral (1863), para verificar como a relação entre produção e consumo de jornais e romances é retratada pelo autor, que apresenta na trilogia uma literatura autorreflexiva.ABSTRACT: Driven by the Industrial Revolution and the liberal revolutions of the 18th and 19th centuries, the Press grows and develops as the number of readers increases. Novels, on the other hand, lose their status of art to also become a commodity. In Portugal, Camilo Castelo Branco is the first writer to live off his works, so he moves between different textual genres, representing this new marketing reality. The objective of this work is to analyze the three works that constitute the so-called Trilogy of Happiness: Onde está a Felicidade? (1856), Um Homem de Brios (1856) and Memórias de Guilherme do Amaral (1863), to verify how the relation between production and consumption of newspapers and novels are portrayed by the author, who introduces a selfreflective literature in the trilogy.
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