O COLONIALISMO FUNCIONAL EM ROBINSON CRUSOÉ, DE DANIEL DEFOE
Resumo
Muito se fala sobre o colonialismo arquetípico do romance Robinson Crusoé (1719), do inglês Daniel Defoe, destacando-se, aí, a completa preponderância do sujeito colonizador sobre o autóctone por meio de imposições de todo o tipo (língua, cultura, domínio sobre a terra, trabalho escravo, etc.). Isso se dá no episódio em que, após um naufrágio, o inglês Robinson Crusoé (narrador e personagem principal) vê-se em uma ilha caribenha e passa a conviver com o nativo Sexta-Feira.Inexplicavelmente, os demais eventos da narrativa vêm sendo sistematicamente desconsiderados pela crítica. Neste artigo, pretende-se, justamente, levar em conta os episódios anteriores à estada de Crusoé na ilha (seu envolvimento com o tráfico de escravos e com o colonialismo português na Bahia) e sua preparação, já na ilha, para o encontro com o autóctone. Esses episódios indicam que, desde o princípio da narrativa, é traçada uma complexa rede de mecanismos de dominação que visa a legitimar o colonialismo e a silenciar o nativo.
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