A céu aberto, de João Gilberto Noll: identidade narrativa, biografias do corpo, transgressão e subjetividades
Resumo
A narrativa contemporânea em sua relação com o universo circundante recupera e projeta o mundo sob novas perspectivas, reinventando vidas e experiências, refletindo assim, as necessidades e inseguranças do objeto que a alimenta, ou seja, o homem em sua existência fragmentada. Nesse sentido, esse artigo busca verificar a viabilidade de diálogos possíveis, envolvendo o romance A céu aberto (1996), de João Gilberto Noll, e suas relações subjetivas com a experiência mínima do corpo quando parece não haver mais o que narrar. Percorrendo as reflexões de Georges Bataille, Terry Eagleton, Zygmunt Bauman entre outros, o personagem nolliano revela sua única experiência possível na alta modernidade líquida, uma que só pode existir sendo talhada na carne.
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