A cartografia da canção de Siruiz
Palavras-chave:
Cartografia literária, Guimarães Rosa, Grande Sertão, Veredas, Música, Textualidade, Literary cartography, Music, TextualityResumo
O estudo pretende mostrar como os signos poéticos da canção de Siruiz, articulados aos contextos espaciotemporais de suas quatro versões na diegese, não só cartografam pontos-chave da travessia de Riobaldo pelo sertão como também espelham nesse mapa o desenho astronômico da constelação do Cão Maior, numa conjunção entre história e mito. Embora a versão original da canção seja oferecida ao interlocutor como um prenúncio cifrado do destino do herói, as demais composições erigem a dúvida como diapasão narrativo. Assim, o narrador-compositor enuncia um dilema entre a confirmação da mensagem no percurso do jagunço de ocasião e a ação voluntária nos rumos definidores da transformação do jovem errante em chefe e, por fim, em fazendeiro guarnecido por ex-jagunços.
The study intends to show how the poetic signs of Siruiz’s song, articulated to the spatiotemporal contexts of its four versions in the diegesis, not only map key points of Riobaldo’s crossing through the sertão, but also mirror in this map the design of the Canis Major constellation, merging history and myth. Although the original version of the song is offered to the interlocutor as an encrypted foreshadowing of the hero’s fate, the other compositions raise doubt as the narrative tuning fork. Thus, the narrator-composer enunciates a dilemma between the confirmation of the message in the jagunço’s route and the voluntary action in defining directions which transform the young errant into chief and, finally, into a farmer garrisoned by former jagunços.
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