Às cegas: intertextualidade e leitura da memória literária
Palavras-chave:
Às cegas, Claudio Magris, Intertextualidade, Memória, Intertextuality, MemoryResumo
Este estudo analisa as formas como ocorre a intertextualidade no romance Às cegas de Claudio Magris (2009). É possível notar, no texto do autor italiano, o intenso diálogo com obras clássicas da literatura mundial, referidas de modo complexo na experiência memorialística do narrador protagonista, Salvatore Cippico. A rememoração de seus atos – situados em contextos históricos que são descritos criticamente – é, ao mesmo tempo, fortalecida e confundida pela rememoração de suas leituras formadoras. Em variados sentidos, o intertextual se revela, por vezes de modo dramático, a experiência da “memória da literatura”, termo consagrado pela teorização de Tiphaine Samoyaut e que orienta a nossa compreensão do romance de Magris.
This study analyzes how intertextuality works in the novel Às Cegas, by Claudio Magris (2009). It is possible to note in the text of the Italian author the intense dialogue with classic works of world literature, referred to in a complex way in the memorialistic experience of the protagonist narrator, Salvatore Cippico. The remembrance of his acts — situated in historical contexts that are critically described — is at the same time strengthened and confused by the remembrance of his formative readings. In various senses, intertextuality is sometimes dramatically the experience of the “memory of literature,” a term embodied in the theorizing of Tiphaine Samoyaut and which guides our understanding of Magris’s novel.
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