Cenas e artimanhas de Campos de Carvalho, leitor de Jarry
Palavras-chave:
Alfred Jarry, Campos de Carvalho, Lugar Nenhum, Patafísica, No Place, PatashysicsResumo
O artigo aproxima Alfred Jarry e Campos de Carvalho a partir da noção de ‘patafísica, definida em um romance de Jarry como “a ciência das exceções e das soluções imaginárias”, assim como de uma série de consequências narrativas que tal noção implica. A proposta, por um lado, é reler O púcaro búlgaro (1964) por meio dos modos como o autor brasileiro se apropriou da imaginação de um “lugar nenhum” sugerida por Jarry em Ubu Rei, e que também encontra ecos nos elementos da ‘patafísica; por outro, tenta-se esclarecer certos fundamentos das derivas temporais que são tão marcantes no romance de Campos de Carvalho, pensado aqui como uma espécie de “máquina do tempo”. Com isso, procura-se especular não só a respeito do impacto que a leitura dos livros de Jarry causaram em nosso autor, mas também apontar para a maneira singular como Campos de Carvalho reelabora a ‘patafísica, por exemplo, ao representar a Bulgária como “um outro planeta qualquer”, ou seja, um lugar puramente imaginário.
The article brings Alfred Jarry and Campos de Carvalho closer by considering the notion of ‘pataphysics, which is defined in Jarry’s novel as ‘the science of exceptions and imaginary solutions’, as well as a series of narrative consequences that such idea implies. The goal is to reread O púcaro búlgaro (1964) through the ways in which the Brazilian author appropriated himself from the imagination of a “no place” suggested by Jarry in Ubu Rei, and which also reflects in the elements of ‘pataphysics. The paper also attempts to clarify the very bases of the temporal drifts that are so striking in Campos de Carvalho’s novel, thought of as a sort of “time machine.” In this way, we try to speculate not only on the impact caused by Jarry’s books on the author, but also to point to the singular way in which Campos de Carvalho reworked ‘pataphysics’, for example, by representing Bulgaria as “any other planet “, that is, a purely imaginary place.
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