O discurso indireto livre e a multiperspectividade em “O homem de areia” (1815), de E. T. A. Hoffmann: um exame analítico
Palavras-chave:
Discurso indireto livre, E. T. A. Hoffmann, Indivíduo, Multiperspectividade, Século XIX, Free indirect speech, Multiperspectivity, Nineteenth Century, Technological transformations, The SandmanResumo
RESUMO: Com a influência do cientificismo e da série de transformações tecnológicas que dominaram o século XIX, a narração em terceira pessoa generalizou-se na literatura, levando à transformação do uso da perspectiva individual e poética a uma esfera pública e prosaica. Deste contexto de transição emergiu na literatura um discurso misto – direto e indireto – contaminado pela linguagem da nova opinião pública, das leis, do julgamento: o discurso indireto livre. “O homem de areia” (1815) de E. T. A. Hoffmann traz o indivíduo confuso no meio da mecanização dos sentimentos advindos dos novos hábitos instituídos pela recém surgida classe média. A multiperspectividade narrativa e o discurso indireto livre traduzem em “O homem de areia” o perigo da poetização do mundo em favor da superficialidade burguesa.
ABSTRACT: With the influence of scientism and the number of technological changes that dominated the 19th century, third person narration became widespread in literature thus allowing a transformation of an individual and poetic perspective to a public and prosaic sphere. In this context, a mixed speech emerged in literature — direct and indirect — contaminated by the language of the new public opinion, the laws, the trials: the free indirect speech. “The Sandman” (1815) by E. T. A. Hoffmann brings the confused individual in the middle of the mechanization of feelings coming from the rise of the new bourgeoisie. The multiperspective narrative and free indirect speech translate into “Sandman” the danger of the world’s poetization in favor of the bourgeois superficiality.
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