Literaturas en tránsito (sobre la narrativa de Sergio Chejfec)
Resumo
Este artículo aborda la narrativa de Sergio Chejfec desde un aspecto en particular: los procedimientos de escritura que rompen con los imperativos identitarios que sujetan la literatura a una representación de la cultura de origen. El universo ficcional de Chejfec diseña espacios imaginarios atravesados por tránsitos e itinerarios que problematizan la relación de la escritura con sus anclajes locales. En ese sentido, sus novelas alteran las cartografías literarias que se consagraron con el Boom latinoamericano y que las políticas del mercado editorial se encargaron de reproducir hasta el cansancio en décadas posteriores. Como parte de un linaje que incluye los nombres de Borges, Onetti o Saer, la narrativa de Chejfec asume una perspectiva exterior que desestabiliza los presupuestos identitarios erigidos en valor estético. Una perspectiva exterior que es inherente a la literatura cuando se la piensa en términos de autonomía estética, pero que, en este caso, se presenta bajo la forma de un tránsito que socava los protocolos de la representatividad. Una posición estética que Chejfec compartió con otros escritores argentinos que, a fines de los años 80, se reunieron bajo el nombre de Grupo Shanghai.
This paper discusses Sergio Chejfec’s narrative from one particular aspect: the writing procedures that shatter the identity imperatives of literature as a representation of the culture of origin. Chejfec’s fictional universe designs imaginary spaces traversed by itineraries that problematize the relationship between the text and its local anchors. In that sense, his novels alter the literary cartographies consecrated by the Latin American Boom and endlessly reproduced by the literary publishing market in later decades. As part of a lineage that includes the names of Borges, Onetti or Saer, Chejfec’s narrative adopts an outside perspective that destabilizes identity suppositions raised as aesthetic value. This outside perspective is inherent in literature in terms of aesthetic autonomy, but in this case, it is present in a transit from that undermines representative protocols. Chejfec shared this aesthetic position with other Argentinian writers who gathered under the name of Shanghai Group in the late 80’s.
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