Romance português à deriva: Raul Brandão e Os operários
Abstract
Consolidando-se entre os séculos XVIII e XIX, o romance é considerado um gênero em construção e em constante transformação. O contexto da modernidade deu origem a novas formas de conceber a História, a arte, o cotidiano e a vida. No caso do gênero romanesco, houve uma mudança na estrutura considerada como padrão em decorrência de vários fatores, dentre eles, o contexto da época. Raul Brandão pode ser considerado um dos precursores da modernidade no romance português do início do século XX. Também é notável uma herança lírica e narrativa de seu estilo na escrita ficcional contemporânea. Assim, esse artigo propõe uma reflexão acerca da situação do gênero romanesco em Portugal no contexto da modernidade a partir de traços da ficção brandoniana, atendo-se, num segundo momento, na obra Os Operários (1984) e considerando-a como uma das manifestações da escrita literária moderna.
Downloads
Published
Issue
Section
License
Os manuscritos aceitos e publicados são de propriedade de divulgação da revista Olho d'água, respeitando-se os direitos à propriedade intelectual dos respectivos autores.
É vedada a submissão integral ou parcial do manuscrito a qualquer outro periódico, exceto com a autorização expressa dos editores. A responsabilidade do conteúdo dos artigos é exclusiva dos autores.
A tradução para dos artigos para outro idioma ou a publicação de trabalhos já publicados na revista, em outros meios, somente será permitida mediante prévia autorização escrita do Editor, ouvida a Comissão Editorial. Além disso, a revista adere às diretrizes da
. É permitido, no entanto, o uso irrestrito do conteúdo dos artigos, tanto para fins acadêmicos quanto comerciais, desde que sejam devidamente indicados os direitos referentes à autoria e à publicação.