Sob o signo trino: uma análise platônica sobre o conto de Cupido e Psiquê em O Asno de Ouro, de Apuleio

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Resumo

O conto de Cupido e Psiquê é um dos muitos “contos milésios” entremeados à narrativa principal d’O Asno de Ouro, único romance remanescente do orador, sacerdote e filósofo platônico madaurense Apuleio (Séc. II). Localizado entre os Livros IV-VI – posição central para o desenvolvimento da jornada do protagonista, o homem-asno Lúcio –, o conto sobre a árdua busca da princesa Psiquê pelo divino Cupido é tido como um mito alegórico, aos moldes de diversas criações de Platão: em busca de elevação espiritual, a alma é conduzida pelo amor até planos superiores de conhecimento. Sob tal ótica, pretende-se investigar a constituição do conto sob as lentes do neoplatonismo apuleiano, tendo como principais textos de partida os mitos sobre a alma nos diálogos platônicos Fedro e O Banquete. Além disso, busca-se também rastrear o modo pelo qual a influência do pensamento platônico permeia a significação subterrânea no recorte maior do romance, a partir da narrativa cifrada no conto: Psiquê e Lúcio, protagonistas de suas respectivas jornadas, encontram-se rebatidos nas provações e percursos, de sorte que a mensagem subjacente à alegoria apuleiana importa em uma orientação para a devida educação e reorientação da curiosidade de Lúcio em busca de seu salvamento da condição asinina, e ulterior elevação espiritual.

Palavras-chave: Cupido e Psiquê. Apuleio. platonismo.

Biografia do Autor

  • Giovanna Angela Agulha Sarti, Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo - USP

    Doutoranda em Filologia e Língua Portuguesa e Mestra em Letras Clássicas (Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo - USP). E-mail: gisarti@alumni.usp.br. ORCID: 0000-0001-5651-5925.

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Publicado

2026-05-23

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Artigos

Como Citar

Sarti, G. A. A. (2026). Sob o signo trino: uma análise platônica sobre o conto de Cupido e Psiquê em O Asno de Ouro, de Apuleio. Olho d’água, 17(2). https://www.olhodagua.ibilce.unesp.br/Olhodagua/article/view/1120