Recordar, recriar, fragmentar: uma leitura do conto “As cartas não mentem jamais”, de Sérgio Sant’Anna

Autores

  • Mayara de Andrade Calqui Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, FFLCH/USP

Resumo

Este artigo propõe uma leitura do conto “As cartas não mentem jamais”, de Sérgio Sant’Anna, a partir de uma abordagem psicanalítica, especialmente com base nos conceitos de recordação, repetição e elaboração formulados por Freud. Após breve contextualização do autor no cenário literário contemporâneo, a análise concentra-se na configuração do sujeito fragmentado, cuja constituição identitária se mostra mediada pela linguagem. Observa-se a dinâmica estabelecida entre os personagens, marcada por relações de alteridade que se metonimizam pelo uso de diferentes idiomas e por uma experiência afetiva atravessada pela arte. Nesse contexto, o conto oferece uma elaboração simbólica da dor e da perda por meio da sublimação artística, evidenciando impasses da subjetividade no mundo contemporâneo. Ao revisitar um autor ainda pouco explorado no debate crítico contemporâneo, o estudo busca também contribuir para a reavaliação de sua relevância no cenário literário atual.

 

Palavras-chave: Literatura Brasileira. Literatura Contemporânea. Psicanálise. Sérgio Sant’Anna.

Biografia do Autor

  • Mayara de Andrade Calqui, Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, FFLCH/USP

    Pós-doutoranda no PPG de Teoria Literária e Literatura Comparada – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, FFLCH/USP, São Paulo, SP, Brasil. E-mail: mayaracalqui@gmail.com

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Publicado

2026-05-23

Edição

Seção

Artigos

Como Citar

Calqui, M. de A. (2026). Recordar, recriar, fragmentar: uma leitura do conto “As cartas não mentem jamais”, de Sérgio Sant’Anna. Olho d’água, 17(2). https://www.olhodagua.ibilce.unesp.br/Olhodagua/article/view/1117