Olho d'água, v. 1, n. 17 (2025)

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Fios do Inconsciente: uma leitura psicanalítica da tessitura subjetiva em “A moça tecelã”, de Marina Colasanti

Aline Araujo Rocha, Laize Oliveira Ferreira

Resumo


Este artigo propõe uma leitura psicanalítica do conto “A moça tecelã”, de Marina Colasanti, destacando a tessitura da subjetividade feminina inscrita no enredo. A metáfora do tear, presente ao longo da narrativa, é analisada como expressão simbólica do inconsciente, articulando os conceitos freudianos de desejo e defesa com a noção lacaniana do sujeito dividido. A moça, ao se enclausurar por meio de seu tear, revela os mecanismos de isolamento psíquico diante da presença do Outro, reproduzindo padrões de recusa do desejo. Por meio da análise textual, observa-se como a linguagem literária mobiliza elementos do inconsciente, configurando o conto como um espaço de elaboração subjetiva e crítica simbólica ao enclausuramento feminino. A pesquisa evidencia a relevância do diálogo entre literatura e psicanálise para o entendimento das múltiplas camadas do texto literário e da constituição do sujeito.

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