Fios do Inconsciente: uma leitura psicanalítica da tessitura subjetiva em “A moça tecelã”, de Marina Colasanti
Resumo
Este artigo propõe uma leitura psicanalítica do conto “A moça tecelã”, de Marina Colasanti, destacando a tessitura da subjetividade feminina inscrita no enredo. A metáfora do tear, presente ao longo da narrativa, é analisada como expressão simbólica do inconsciente, articulando os conceitos freudianos de desejo e defesa com a noção lacaniana do sujeito dividido. A moça, ao se enclausurar por meio de seu tear, revela os mecanismos de isolamento psíquico diante da presença do Outro, reproduzindo padrões de recusa do desejo. Por meio da análise textual, observa-se como a linguagem literária mobiliza elementos do inconsciente, configurando o conto como um espaço de elaboração subjetiva e crítica simbólica ao enclausuramento feminino. A pesquisa evidencia a relevância do diálogo entre literatura e psicanálise para o entendimento das múltiplas camadas do texto literário e da constituição do sujeito.
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