Olho d'água, v. 4, n. 1 (2012)

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Considerações sobre o romance: José Saramago e perspectivas contemporâneas

Iris Selene Conrado

Resumo


José Saramago, escritor português contemporâneo, vencedor de vários prêmios literários como o Prêmio Camões (1995) e o Prêmio Nobel da Literatura (1998), foi consagrado no panorama literário por sua vasta produção, sobretudo pelos seus romances, traduzidos em diversos idiomas, e distribuídos mundialmente. Ao se observar os romances de José Saramago como um todo, nota-se que os mesmos podem ser cronologicamente subdivididos em certas ‘fases’, que o próprio escritor as reconheceu em um discurso proferido em Turim (maio de 1998). Nos romances mais recentes, após 1995, o escritor desenvolve um trabalho diferente dos romances anteriores, apresentando aspectos inovadores (comparados às produções anteriores), como o uso de uma linguagem mais próxima da oralidade, e a presença da alegoria como figura-chave reflexiva das obras, por exemplo. Assim, o presente estudo visa observar, a partir de uma breve recuperação descritiva do gênero romanesco, tendências contemporâneas em obras de Saramago, a saber, Ensaio sobre a cegueira (1995), O homem duplicado (2002) e As intermitências da morte (2005), evidenciando alguns dos elementos marcantes e contemporâneos destas, bem como a manutenção de aspectos próprios do projeto literário do autor, como o trabalho com a linguagem e a questão social. Verifica-se, desse modo, o gênero romanesco e seu forte liame com o ser humano e seu meio, assim como seu aspecto híbrido e mutável.


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